O QUE FAZ ALGUÉM DEDICA SUA VIDA AOS OUTROS?

Certas pessoas abdicam de viver a própria vida e vivem para servir, para transformar a vida das pessoas em algo melhor. Pensando nisso rapidamente um personagem que “virou”, como se diz na linguagem popular, Santo, vem em nossas lembranças: O Padre Luiz Scrosoppi.

LUÍS SCROSOPPI

Luís como se fala em português, ou Luigui, como era chamado na Itália, nasceu em 4 de agosto de 1804 na cidade de Friuli, na região de Udine, no norte da Itália. Filho de um casal de cristãos fervorosos, entrou em um seminário aos 12 anos e com 23 anos, em 1827, foi ordenado sacerdote. Eram tempos difíceis na Itália. A partir de 1800 a região mergulhou na miséria em consequência de guerras e epidemias. Nosso personagem, junto com outros sacerdotes, passou a se dedicar à educação das “derelitas” que eram jovens abandonadas de Udine e arredores. Luís doou todos seus bens, energias e afetos a estas pessoas tão necessitadas. Chegou a pedir esmolas para poder viabilizar sua caridade. Uma vida de muitos desafios, dificuldades e lutas, mas Luís sempre comentou que mesmo com tantas dificuldades o que o fazia continuar era a fé e confiança na providência Divina. Aqui se moldou como líder e como homem religioso, na melhor expressão de seu significado.

Com um grupo de mulheres, dedicadas a esta Fé, que foram chamadas de “professoras” por terem habilidade em costura e bordado, fundou a congregação das Irmãs da Providência. Sentindo-se incompleto, aos 42 anos tornou-se um “filho de São Felipe”, para através deste santo aprender mansidão e doçura e a fim de ter mais idoneidade na função de fundador da nova família religiosa.

SUAS OBRAS PARA OS HUMILDES

As obras de Padre Luís mostraram sua opção pelos mais pobres e necessitados. Um dia ele profetizou: “Doze casas abrirei antes de minha morte”. Sua profecia concretizou-se. Doze casas foram abertas às jovens abandonadas, doentes pobres e anciãos que não tinham família. Mas sua vida não se resumia a isso: além das casas trabalhava incessantemente a outras iniciativas sociais de Udine, organizadas por leigos caridosos, no apoio à fé e as questões econômicas. Era ele também que tinha a missão de prover o sustento de todas as atividades da Igreja, em particular nos trabalhos em prol dos jovens necessitados.

DIFICULDADES POLÍTICAS

Por volta de 1850 a Itália se unificou, e um clima anticlerical começou a pairar na região, o que representou em um período difícil para Udine e a região de Friuli. Nesta época aconteceu o decreto de fechamento da “Casa das Derelitas” e da “Congregação dos Padres do Oratório”. Um trabalho enorme foi realizado por Luiz, que conseguiu salvas as Casas, mas viu com descontentamento imenso o fechamento da sua Congregação de Padres. Mas continuou por muitos anos: nada, nenhuma grande dificuldade foi tão grande a ponto de impedir que realizasse sua missão.

Com mais de 80 anos, já doente e com poucas forças, transferiu suas obras para as irmãs, que abraçaram esta missão com a fé e esperança e capacidade de trabalho que elas sempre tiveram. “Caridade! Eis o espírito de nossa família religiosa, salvar as almas e salva-las com caridade!” – Estas foram suas ultimas palavras. Era dia 3 de Abril de 1884. Sua inspiração continuou, com o trabalho incessante das irmãs, por todo o século XIX e no século XX, e continua no atual século.

PROCLAMAÇÃO DE SANTIDADE

Em 2001, depois que um jovem sul africano se curou de AIDS, em 1996, o Vaticano estudou o fato e comprovou que se tratava de um milagre. E desta forma o Papa João Paulo II proclamou Luiz Scrosoppi como Santo e como padroeiro dos portadores do vírus da AIDS e todas as doenças incuráveis.

Com este reconhecimento sua fama se propagou por todo o mundo.

EM TODOS OS CONTINENTES

Hoje as Irmãs da Providencia continuam expandindo o trabalho do Santo Padre Luiz Scrosoppi, por todos os continentes. Seja na Europa com presença na Itália, Romênia e Moldávia, seja na Africa, atuando em países como Togo, Costa do Marfim, Benin e África do Sul.Também na Ásia, com casas na Índia, Myanmar e Tailândia e na América trabalhando no Brasil, Uruguai, Argentina e Bolívia.

Só como exemplo na Republica de Togo, na África, a Casa fica na cidade de Tabligbo, que fica a mais de 400 km da capital do país, em uma região extremamente pobre aonde a população vive extremas dificuldades, não só pela distância mas do isolamento e a falta de empregos. No Brasil as Irmãs da Providencia dão sequencia ao trabalho do Padre em Salvador, na Bahia, Paudalho em Pernambuco, Paço Lumiar em Maranhão e Santa Rita, na Paraíba. Outras cidades aonde o trabalho é muito atuante:Tietê, Tatuí, São Caetano do Sul, Guaratinguetá, Atibaia e Sorocaba, no Estado de São Paulo. Em todos estes locais existe muita pobreza e desesperança, e o trabalho das Irmãs da Providencia atua como uma luz de esperança com a realização da transformação e da melhoria das vidas das pessoas atingidas pelo trabalho. A frase que o padre proferiu pouco antes de morrer tornou-se símbolo deste trabalho incessante:


“Caridade! Eis o espírito de nossa família religiosa, salvar as almas e salva-las com caridade!”


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